
31/07/2009*
Foi tentando corrigir minha ortografia quando por ímpeto me abateu uma curiosidade. Na realidade, me deparei com um vídeo que aparentemente descreveria o que eu necessitava. Observei o vídeo pelo completo um minuto de sua duração. Percebi de imediato que não se correlacionava com o que eu realmente buscava, porém minha presunção não me permitiu fechar aquela aba que futuramente seria causadora de meu mal estar. Observei com meus olhos ávidos e amedrontados àquelas ações grotescas enquanto minha mente e meu corpo imploravam para que eu cessasse tudo aquilo. Meu desespero me impossibilitou, drenou minhas forças. A cada segundo eu ardia com a ânsia de que as supostas ações que observava não se realizassem com aquele pobre condenado, que algum milagre, adversidade ou atitude destruísse a açõe funesta que eu observava ante meu velho computador, acabassem com o martírio do moribundo e que assim acabassem também com o meu. Mas não, nenhuma divindade interferiu e o ato se completou. Não sabia e ainda não sei o porque de realizarem aquele ato. Não me interessa, nenhuma atitude maléfica que o homem poderia ter um dia cometido justificaria tal punição. Seu corpo e orifício banhados por sangue permaneceram ali, como um nada. A população que observava e retomava sua vida aplaudia, e eu, a espectadora cibernética, estava ali estarrecida, amedrontada, enjoada... Permita-me confessar que fiquei envergonhada por ser humana.
Nota : HU.MA.NO adj. 1.relativo ao homem. 2.humanitário.
Nota : HU.MA.NI.TÁ.RI:O adj.Que ama os seus semelhantes; humano. [Opõe-se a inumano, cruel]
Rio ao tentar cogitar onde estaria o “amar o semelhante”, talvez esteja guardado no dicionário porque humano nunca seremos.
Ah, não, não me diga que esta definição está ultrapassada e que podemos aplicá-la em tempos primórdios. Não posso aceitar, porque embora o vídeo fosse recente, eles aplicavam uma das torturas mais utilizada alguns séculos antes de cristo. O empalamento. Como me assombro simplesmente por ter de escrevê-lo. Aplicavam estacas ou qualquer material pontiagudo no reto, umbigo, peito, boca ou vagina perfurando-os e perpassando até o extremo do indivíduo. Essa estaca permitia que o “ser” permanecesse suspenso até a sua morte que poderia demorar dias, horas ou minutos. No ato dessa tortura evitava-se perfurar o coração, prolongando mais a dor do condenado.
Penso nesse momento o quanto a guilhotina seria mais desejada, isso é quase inverossímil!
Quanto mais eu vivo e involuntariamente cresço penso o quanto seria melhor somente sobreviver.
Vivo 6.205 dias e não permitirei que um único dia destrua o resto da minha vida, ainda não desisti da humanidade...
* Data referente à inscrição do texto
Foi tentando corrigir minha ortografia quando por ímpeto me abateu uma curiosidade. Na realidade, me deparei com um vídeo que aparentemente descreveria o que eu necessitava. Observei o vídeo pelo completo um minuto de sua duração. Percebi de imediato que não se correlacionava com o que eu realmente buscava, porém minha presunção não me permitiu fechar aquela aba que futuramente seria causadora de meu mal estar. Observei com meus olhos ávidos e amedrontados àquelas ações grotescas enquanto minha mente e meu corpo imploravam para que eu cessasse tudo aquilo. Meu desespero me impossibilitou, drenou minhas forças. A cada segundo eu ardia com a ânsia de que as supostas ações que observava não se realizassem com aquele pobre condenado, que algum milagre, adversidade ou atitude destruísse a açõe funesta que eu observava ante meu velho computador, acabassem com o martírio do moribundo e que assim acabassem também com o meu. Mas não, nenhuma divindade interferiu e o ato se completou. Não sabia e ainda não sei o porque de realizarem aquele ato. Não me interessa, nenhuma atitude maléfica que o homem poderia ter um dia cometido justificaria tal punição. Seu corpo e orifício banhados por sangue permaneceram ali, como um nada. A população que observava e retomava sua vida aplaudia, e eu, a espectadora cibernética, estava ali estarrecida, amedrontada, enjoada... Permita-me confessar que fiquei envergonhada por ser humana.
Nota : HU.MA.NO adj. 1.relativo ao homem. 2.humanitário.
Nota : HU.MA.NI.TÁ.RI:O adj.Que ama os seus semelhantes; humano. [Opõe-se a inumano, cruel]
Rio ao tentar cogitar onde estaria o “amar o semelhante”, talvez esteja guardado no dicionário porque humano nunca seremos.
Ah, não, não me diga que esta definição está ultrapassada e que podemos aplicá-la em tempos primórdios. Não posso aceitar, porque embora o vídeo fosse recente, eles aplicavam uma das torturas mais utilizada alguns séculos antes de cristo. O empalamento. Como me assombro simplesmente por ter de escrevê-lo. Aplicavam estacas ou qualquer material pontiagudo no reto, umbigo, peito, boca ou vagina perfurando-os e perpassando até o extremo do indivíduo. Essa estaca permitia que o “ser” permanecesse suspenso até a sua morte que poderia demorar dias, horas ou minutos. No ato dessa tortura evitava-se perfurar o coração, prolongando mais a dor do condenado.
Penso nesse momento o quanto a guilhotina seria mais desejada, isso é quase inverossímil!
Quanto mais eu vivo e involuntariamente cresço penso o quanto seria melhor somente sobreviver.
Vivo 6.205 dias e não permitirei que um único dia destrua o resto da minha vida, ainda não desisti da humanidade...
* Data referente à inscrição do texto
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