
29/07/2009*
Arregacei as mangas de minha camisola, pois queria sentir o ar gelado rodear meus braços. Abri o outro lado da janela para permitir que todo esse ar me cercasse e talvez me confundisse.
Paro com a caneta na mão e observo as pessoas caminharem com seus passos lentos ante minha janela, alguns nem percebem minha presença, outros, tão entretidos com seus aparelhos que emitem sons com as mais variadas melodias, aparelhos esses que advém da Terceira Revolução Industrial (Revolução Científica e Tecnológica). Outros sons perturbavam esta noite gélida, olhando para o céu, me deparo com jatos barulhentos que mesmo em meio de tempos nebulosos são capazes de cortar o céu e emitir suas luzes ofuscantes. Um carro barulhento corria através da rua, não o vi, mas o ouvi. Estava ficando sensível à sons. Queria fechar a janela, desligar as luzes e me esconder sob as cobertas como se fossem os braços de meus pais, mas não o fiz. Continuei inerte com minhas anotações e não parava de escrever. Por vezes, ajeitava meus óculos e me acomodava em outra posição para que minhas costas não reclamassem.
Mas aquela turba continuava a vagar e balbuciar palavras que não possuíam sentido algum.
Parei para observar as partituras jogadas sobre a minha mesa, eram os arranjos de Mozart que recheavam aquela folha. Mais uma vez, aquele barulho de automóvel da época, palavras de pessoas vis e bacias voadoras que cortavam o céu. Os sons por eles proporcionados entravam em minha mente e como amplificadores eles rondavam todos os meu pensamentos, pulverizando a minha sanidade. Eu desejei pela primeira vez não ouvir mais nada, parecia preferível me perder inerte na solidão do meu silêncio, ao menos ali, aqueles ruídos agonizantes da natureza que me implorava e chorava por ajuda não me deixaria tão emotiva. Ela me sensibilizava com seu uivo colérico e jorrava suas palavras com o vento gelado que teimava em levar minhas anotações. Eu interpretava suas falas e as traduziam neste papel. Se não as escrevessem, elas me atormentariam como espectros e transbordariam em meus pensamentos. É impossível ignorar, escrevo para esvaziar a minha mente e talvez assim eu poderia dormir em paz.
* Data referente à inscrição do texto
Arregacei as mangas de minha camisola, pois queria sentir o ar gelado rodear meus braços. Abri o outro lado da janela para permitir que todo esse ar me cercasse e talvez me confundisse.
Paro com a caneta na mão e observo as pessoas caminharem com seus passos lentos ante minha janela, alguns nem percebem minha presença, outros, tão entretidos com seus aparelhos que emitem sons com as mais variadas melodias, aparelhos esses que advém da Terceira Revolução Industrial (Revolução Científica e Tecnológica). Outros sons perturbavam esta noite gélida, olhando para o céu, me deparo com jatos barulhentos que mesmo em meio de tempos nebulosos são capazes de cortar o céu e emitir suas luzes ofuscantes. Um carro barulhento corria através da rua, não o vi, mas o ouvi. Estava ficando sensível à sons. Queria fechar a janela, desligar as luzes e me esconder sob as cobertas como se fossem os braços de meus pais, mas não o fiz. Continuei inerte com minhas anotações e não parava de escrever. Por vezes, ajeitava meus óculos e me acomodava em outra posição para que minhas costas não reclamassem.
Mas aquela turba continuava a vagar e balbuciar palavras que não possuíam sentido algum.
Parei para observar as partituras jogadas sobre a minha mesa, eram os arranjos de Mozart que recheavam aquela folha. Mais uma vez, aquele barulho de automóvel da época, palavras de pessoas vis e bacias voadoras que cortavam o céu. Os sons por eles proporcionados entravam em minha mente e como amplificadores eles rondavam todos os meu pensamentos, pulverizando a minha sanidade. Eu desejei pela primeira vez não ouvir mais nada, parecia preferível me perder inerte na solidão do meu silêncio, ao menos ali, aqueles ruídos agonizantes da natureza que me implorava e chorava por ajuda não me deixaria tão emotiva. Ela me sensibilizava com seu uivo colérico e jorrava suas palavras com o vento gelado que teimava em levar minhas anotações. Eu interpretava suas falas e as traduziam neste papel. Se não as escrevessem, elas me atormentariam como espectros e transbordariam em meus pensamentos. É impossível ignorar, escrevo para esvaziar a minha mente e talvez assim eu poderia dormir em paz.
* Data referente à inscrição do texto
Caraca Mila eu te aconselho a escrever um livro... ocê e muito boa nisso, tipo fikei entertido no q vc escreve muito maneiro!!
ResponderExcluiresperandu o proximo testo vlw!
bjuLLL ")