quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ingressar numa faculdade não é tudo, mas é uma forma de se conquistar tudo que almejamos.


Após um longo período de hibernação, completo abandono do blog, eu estou de volta. Saberiam me dizer a razão para tal ação? Embora eu não receba um turbilhão de acessos (resumidamente, 50 acessos ao total), sinto prazer em digitar cada pensamento, cada propagação ínfima de meus pensamentos aqui, poder compartilhar e diminuir cada vez mais distância, quebrar barreiras e permitir que meus pensamentos se percam ao mais longínquo local.

Evidentemente qualquer cidadão instruído ou não, capaz ou incapaz (sendo essa capacidade determinada por seu pensamento), já pensou ou entre os cantos mais obscuros da sua mente, já desejou fazer uma faculdade. Com que finalidade? A fim de se tornar um profissional capacitado, você ou qualquer outra pessoa diria. Uma faculdade não capacita um ser, embora existam “profissionais” exemplarem em suas áreas de atuações, uma pequena parcela não possui um diploma de nível superior. Ao que se deve isso? Pode se dizer sorte (em poucos casos), e batalha (maior parte dos casos). Atualmente não é só requisitado um bom diploma ou desempenho escolar, você precisa ser o melhor, o único.
Mas para se ingressar numa faculdade é necessário mais que determinação, é necessário enfrentar o penoso e temido Vestibular.
Causador de alterações hormonais (mais do que o ciclo menstrual), destruidor de sonhos, ou um simples teste.
Quem nunca passou por isso? Estudou durante horas e evitou festas e contratempos, lutou para memorizar uma quantidade incalculável de capítulos, ultrapassou uma semana ou mais para tentar desvendar o tão impossível valor de X, variações de temperaturas e encontrar o calor específico. Mesmo depois de tanto esforço e aquecimento de neurônios, você recebe o tão esperado resultado e descobre, observa que seu nome não consta na lista dos aptos, nem que seja por falta de um ponto ou mais, a dor que sentimos é a mesma.
Nos sentimos vis e constatamos que não merecemos uma partícula de átomo presente no corpo.
Sem contar com o sentimento de revolta ao pensar que somos pisoteados e enganados por ladrões (faço alusão ao roubo da prova do ENEM) Cadê a justiça, que até hoje não resolveu esse mistério?
Como todo mundo costuma dizer: Não é o fim do mundo.
E realmente não é. Haverá sempre oportunidade e nada é por acaso.
É claro que não é fácil encarar uma derrota, mas não é impossível. Se sua força e aspiração por mudanças é maior do que o torpor causado pela reprovação, então você passará.
O que você faz para merecer ou conquistar o primeiro lugar no pódio? Cabe a você ver o resultado dessa pergunta.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Monstro tecnológico


09/01/2010*


Aqui estou mais uma vez deleitando-me com meus versos e parágrafos por todos desconhecidos. Digitando, redigindo, colando e publicando mais um de meus textos.

Sinto-me tão nua e exposta em meus artigos, alcanço os mais ínfimos sentimentos, ordenando idéias e objeções.

Não mais gozo em conectar-me, essas máquinas que me controlam e viciam, não mais serve do que para separar a humanidade e há quem diga que se pode manter contato, graças a essas máquinas! Não omitirei as suas praticidades, mas como tudo suas conseqüências podem ser drásticas. Essas pestes que fazem com que não sejam necessários uns encontros. Esse mundo digital excludente que nos dominam e nos tornam insetos insignificantes! Ah, perdoe-me, seria uma vergonha nos comparar com insetos, pobres animais que não podem se defender de minhas palavras!

Jovens que passam 24 horas de frente a esse aparelho que esconde toda uma magnificência e bandidagem, jogos tenebrosos e sanguinários que só promovem diversão, páginas com idéias de nos transmitir prazer com toda uma divulgação de intimidades, bate-papo e milhares de erros ortográficos, oportunidades, informações em tempo real, histórias que ampliam nossa mente, contato com fatos, organizações e tudo com um clicar de mouse, todo um castelo real de mentiras ou verdades.

Como usufruímos de nossas oportunidades, como perdemos ou reciclamos nosso tempo?



*Data referente à inscrição do texto

domingo, 30 de agosto de 2009


25/08/2009


Meus queridos leitores, (não repare no meu egocentrismo descarados / se tem algum leitor) primeiramente gostaria de manifestar minhas sinceras desculpas pelo quase abandono dessa página pessoal, não encare como descaso ou último plano, encare minha ausência como conseqüência da minha atuação externa e propagação da minha filosofia. Gostaria de agradecer àqueles que comentam (raro) e despejam suas opiniões ou difamações (embora ainda não tenha acontecido). Vocês me estimulam. Não poderia esquecer também da atuação figurinista daqueles que perdem tempo ou os usufrui neste blog. Obrigada, obrigada e obrigada.

Gostaria de centrar meu texto num assunto trivial, o poder de controle e manipulação dos atuais meios de comunicação.
Ao abordar este tema, entretanto, terei de grifar os meios de comunicação mais utilizados como a televisão, Internet, rádio entre outros.
Ontem, no dia 24, conversei com um ex-companheiro de classe num curso de línguas. Quando nos conhecemos éramos apenas criaturas joviais e com pouquíssimo raciocínio lógico. Bom, mas esse não é o nosso foco central.
Discutimos sobre a atuação da mídia e a forma como recebemos todas as suas intervenções.
Em sumo, apontei-lhe que assim como nossos avanços técnicos nos “beneficiam” (em termos), haveria de ter suas conseqüências. Por exemplo, temos acesso direto e no instante de assuntos, fatos e acontecimentos reveladores ao redor do mundo ou do universo como um todo. Porém, também temos acesso a mentiras, manipulações e nos tornamos escravos desses tão “adoráveis” meios. Meu ex-companheiro de classe se lastimava com a nova geração que aprendia de forma rápida e por isso desorganizada, descontrolada e sem censuras. Dizia o quanto nossa geração era diferente e “domesticada” comparando-se com a nova geração. Alertei-o que nossos tempos eram diferentes e que o meio externo afeta-nos muito. Não tínhamos acesso a certas coisas que temos agora e isso é um fator importantíssimo que nos difere da atual geração.
Temos escolhas e opiniões, podemos cessar o que não queremos ou não gostamos. As situações hoje são conseqüências de nossa acomodação. Quando desistimos de benfeitorias desistimos também de nossa mudança social. Onde estaria o nosso nacionalismo?

A população visa e pensa em causas negativas e coisas negativas e coisas que não queremos que se manifestem. Cansamos daquilo que se torna repetitivo como a mudança e esperamos que heróis mitológicos nos guardem ou divindades nos santifiquem. Pelo menos, isso seria mais fácil do que agir.
Certa vez Dr, Vitale disse:
“Você quer ficar ciente de seus pensamentos, escolhê-los com cuidado e também se divertir com isto, porque você é a obra-prima de sua própria vida. Você é o Michelangelo de sua própria vida. O Davi que você esculpe é você mesmo”.

* Data referente à inscrição do texto

domingo, 16 de agosto de 2009

Realidade


31/07/2009*


Foi tentando corrigir minha ortografia quando por ímpeto me abateu uma curiosidade. Na realidade, me deparei com um vídeo que aparentemente descreveria o que eu necessitava. Observei o vídeo pelo completo um minuto de sua duração. Percebi de imediato que não se correlacionava com o que eu realmente buscava, porém minha presunção não me permitiu fechar aquela aba que futuramente seria causadora de meu mal estar. Observei com meus olhos ávidos e amedrontados àquelas ações grotescas enquanto minha mente e meu corpo imploravam para que eu cessasse tudo aquilo. Meu desespero me impossibilitou, drenou minhas forças. A cada segundo eu ardia com a ânsia de que as supostas ações que observava não se realizassem com aquele pobre condenado, que algum milagre, adversidade ou atitude destruísse a açõe funesta que eu observava ante meu velho computador, acabassem com o martírio do moribundo e que assim acabassem também com o meu. Mas não, nenhuma divindade interferiu e o ato se completou. Não sabia e ainda não sei o porque de realizarem aquele ato. Não me interessa, nenhuma atitude maléfica que o homem poderia ter um dia cometido justificaria tal punição. Seu corpo e orifício banhados por sangue permaneceram ali, como um nada. A população que observava e retomava sua vida aplaudia, e eu, a espectadora cibernética, estava ali estarrecida, amedrontada, enjoada... Permita-me confessar que fiquei envergonhada por ser humana.

Nota : HU.MA.NO adj. 1.relativo ao homem. 2.humanitário.
Nota : HU.MA.NI.TÁ.RI:O adj.Que ama os seus semelhantes; humano. [Opõe-se a inumano, cruel]

Rio ao tentar cogitar onde estaria o “amar o semelhante”, talvez esteja guardado no dicionário porque humano nunca seremos.
Ah, não, não me diga que esta definição está ultrapassada e que podemos aplicá-la em tempos primórdios. Não posso aceitar, porque embora o vídeo fosse recente, eles aplicavam uma das torturas mais utilizada alguns séculos antes de cristo. O empalamento. Como me assombro simplesmente por ter de escrevê-lo. Aplicavam estacas ou qualquer material pontiagudo no reto, umbigo, peito, boca ou vagina perfurando-os e perpassando até o extremo do indivíduo. Essa estaca permitia que o “ser” permanecesse suspenso até a sua morte que poderia demorar dias, horas ou minutos. No ato dessa tortura evitava-se perfurar o coração, prolongando mais a dor do condenado.
Penso nesse momento o quanto a guilhotina seria mais desejada, isso é quase inverossímil!

Quanto mais eu vivo e involuntariamente cresço penso o quanto seria melhor somente sobreviver.
Vivo 6.205 dias e não permitirei que um único dia destrua o resto da minha vida, ainda não desisti da humanidade...

* Data referente à inscrição do texto

domingo, 9 de agosto de 2009

O que é viver


09/08/2009*


No decorrer da nossa trajetória perene nos deparamos com atrocidades sem soluções, com julgamentos sem decisões, diferenças que pulverizam amargamente os mais belos tenores, conhecemos os mais pelos e suntuosos jardins, perdemos oportunidades que nos rodeiam incansavelmente se somos fracos e dominam nossa paz, renovamos sonhos, perdemos ou ganhamos batalhas que nos fazem pavonear, alimentamos cólera e dor, nos inebriamos com calorosas paixões, as quais, dizíamos serem eternas e no desenrolar das histórias não se passavam de aventuras ou loucuras, elas morriam, perdiam suas colorações e suas faíscas talvez fosse as únicas coisas vivas e que provariam que aquela paixão do seu âmago um dia existiu ou nem elas restaram, choramos ao contemplar fotos antigas pulverizadas, nos esquecemos de fatos, perdemos conhecidos, colegas, amigos, pais e choramos ante suas lápides mofadas e abandonadas como um nada enquanto nossas lágrimas são as únicas coisas que tocam aquele solo lúgubre, nos atrasamos e esperamos, rimos com absurdos que momentaneamente são jocosos mas depois, nos perguntamos onde estaria tanta graça, acertamos ou erramos e nos martirizamos por isso, pensamos que não temos escolhas ou temos demais, sentimos diversas fragrâncias e sabores, sentimos medo e muita das vezes ele nos impossibilita, nos deixamos ser influenciados ou influenciamos e se observarmos, sem querer nós vivemos, envelhecemos e enfim morremos.

Ao pensar na morte, nesta forma de liberdade, me pego presa à uma pergunta que é conseqüência da minha vida, “ o que eu realmente fiz?”, temos tempo para agir, então por que não agimos? Porque quando não se nasce príncipe é necessário batalhar e para concretizarmos nossos sonhos teríamos que passar por um longo e árduo caminho. Temos que nos munir e quase sempre não sabemos como começar. Temos medo, mas não que sejamos fracos, simplesmente tememos, pois somos humanos. Não queremos errar, queremos que nos reconheçam e que sejamos santificados.

Alguns preferem “viver intensamente como se cada dia fosse o último”, atenção leitor, pensador, essa filosofia é um alicerce que conspira a favor da destruição mundial, pois devido à esse pensamento os seres humanos agem de forma impensada, atravessando anos-luz para alcançar o que almeja de maneira rápida e esquecendo assim que não se erguem castelos em segundos.

Viver é almejar, esboçar os anseios, construir, finalizar e compreender o tempo. Não tente viver, pois viver é involuntário, tente aprender racionalmente o que a vida proporciona, pois ela não é passageira, ela é auto-suficiente.


* Data referente à inscrição do texto

sábado, 8 de agosto de 2009

Poesia: Admoestações da natureza


29/07/2009*

Arregacei as mangas de minha camisola, pois queria sentir o ar gelado rodear meus braços. Abri o outro lado da janela para permitir que todo esse ar me cercasse e talvez me confundisse.
Paro com a caneta na mão e observo as pessoas caminharem com seus passos lentos ante minha janela, alguns nem percebem minha presença, outros, tão entretidos com seus aparelhos que emitem sons com as mais variadas melodias, aparelhos esses que advém da Terceira Revolução Industrial (Revolução Científica e Tecnológica). Outros sons perturbavam esta noite gélida, olhando para o céu, me deparo com jatos barulhentos que mesmo em meio de tempos nebulosos são capazes de cortar o céu e emitir suas luzes ofuscantes. Um carro barulhento corria através da rua, não o vi, mas o ouvi. Estava ficando sensível à sons. Queria fechar a janela, desligar as luzes e me esconder sob as cobertas como se fossem os braços de meus pais, mas não o fiz. Continuei inerte com minhas anotações e não parava de escrever. Por vezes, ajeitava meus óculos e me acomodava em outra posição para que minhas costas não reclamassem.
Mas aquela turba continuava a vagar e balbuciar palavras que não possuíam sentido algum.
Parei para observar as partituras jogadas sobre a minha mesa, eram os arranjos de Mozart que recheavam aquela folha. Mais uma vez, aquele barulho de automóvel da época, palavras de pessoas vis e bacias voadoras que cortavam o céu. Os sons por eles proporcionados entravam em minha mente e como amplificadores eles rondavam todos os meu pensamentos, pulverizando a minha sanidade. Eu desejei pela primeira vez não ouvir mais nada, parecia preferível me perder inerte na solidão do meu silêncio, ao menos ali, aqueles ruídos agonizantes da natureza que me implorava e chorava por ajuda não me deixaria tão emotiva. Ela me sensibilizava com seu uivo colérico e jorrava suas palavras com o vento gelado que teimava em levar minhas anotações. Eu interpretava suas falas e as traduziam neste papel. Se não as escrevessem, elas me atormentariam como espectros e transbordariam em meus pensamentos. É impossível ignorar, escrevo para esvaziar a minha mente e talvez assim eu poderia dormir em paz.

* Data referente à inscrição do texto

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O que eu vejo...




Estava me locomovendo pelas ruas do centro através de um meio de transporte comum, o qual todos podemos ter acesso e tentei dissertar sobre as características de um país emergente. Sua característica conspícua seria o processo de favelização intensa que advém de uma industrialização tardia. Não que em países de grande estabilidade esse processo natural de favelização não ocorra, na realidade, ocorre sim, mas de uma maneira não tão intensa. Dando prosseguimento, o que me chamou atenção nesses acontecimentos seria a ausência da produção de um sentimento que gera mudança, a forma de como os habitantes aceitam essa situação e se condicionam a uma vida de eterna miséria; Não seria tão assustador que essas pessoas não se comovam com seu próprio estilo de vida, mas o assustador se encontra na forma de como submetem também a vida de seus filhos. Enfim, desencadeiam um aumento no índice de mortalidade infantil entre outras coisas que somos obrigados a assistir todos os dias.

Gostamos de identificar erros e culpar algo ou alguém pelo que está ocorrendo, assim como apontam o governo como o foco principal dessa deficiência. Parcialmente essa culpa se fragmenta, seria a origem de todo o mal o patrimonialismo, personalismo e autoritarismo que implantamos em nossa nação ou também os habitantes que se condicionam a esse estilo de vida não são tão puros quanto parecem?

Enquanto eu me fascinava com os deslumbres dos edifícios das áreas nobres, aquelas construções feitas com esmero que infelizmente formavam um “paradoxo” devido a casas que rodeavam esses belíssimos palácios. Essas casas que mais pareciam ruínas, que perderam suas cores e identidades, pois as desigualdades as tornaram em sucatas, estas sucatas que todos pareciam ignorar. Sim, os habitantes requintados faziam questão de ignorar os problemas da sociedade, pois não os afetavam. Não era difícil perfilar os poucos favorecidos daqueles com grande poder aquisitivo. Estes não apresentavam uma suntuosidade exorbitante como costumamos imaginar, aparentemente eram crédulos, mas isso eu sabia perfeitamente que não eram. A forma angelical de se mover e o esboço dos sorrisos imaturos em lábios leves e delicados, com tez ofuscante e os melhores tratamentos capilares, era isso o que eu via. Suas vestes eram simples e eles pareciam não se incomodar com tendências que regem o mundo da moda. De uma forma cômica, esses dominadores de capitais passeavam de maneira lívida e relaxada. Alguns levando seus animais para passearem, animais estes que recebem do melhor tratamento, isso também poderia se notar com facilidade.
Já as infelizes, essas realmente possuíam semblantes assustadores, a miséria realmente assusta. Seus olhares profundos, perdidos, cansados...Porém, não se poderia encontrar nenhuma credulidade. Seus trajes também eram simples, mas eram sujos, estavam sempre com pressa e vagando sem rumo entre as construções antigas, alguns estavam com os pés nus e com uma coloração de dar asco, seus cabelos formavam emaranhados e não possuíam vitalidade alguma. Temi passar pelos rastros que deixavam ao se locomoverem, pois nunca havia visto rostos tão lúgubres e tive medo de me influenciar.

Em sumo, é isso que se pode observar. Essa acentuação das diferenças. É quando me pergunto se essa discriminação terá um fim, se é apenas uma fase ou se ao menos esse desleixo dos desfavorecidos irá acabar e eles despertarão para a busca de melhorar a condição de vida que se submeteram. Porque de certa forma, você é o que tem, essa é a realidade.